Procura-se

Unhas que aranharam o vão da maçaneta esquerda do automotivo azul.

Paga-se em moedas de luz.

O azul foi a cor que me escolheu, por mais que a negasse ela sempre se fez presente. Em celeste, ciano, marinho ou turqueza enquanto as marcas destino à ausência de um estar escrito.

Durante esses dias completei mais um ano, vi um pássaro em pleno poste e até um arco-íris. Embora tudo parecesse pequeno, do tamanho da liberdade que cabe na palma da mão.

O coração bateu certinho e a energia sobrou para fazer de um tudo além do trivial. Entre encurtar os cabelos e fazer a operação jogo fora o que não serve mais.

O porém veio do peso que abateu o dezembro dois zero-dois zero. Pesado demais para descrever o que causava apenas silêncio.

Quanto mais o tempo passava, mais a pressa quebrava um pedacinho para se desfazer em calma, como o alívio de retirar o curativo de uma moléstia curada.

Enquanto não é possível, deixo para lá os riscos e aperto bem o cinto. Fecho os olhos e a brisa da noite faz zerar qualquer incômodo que devolvo em prece para um raiar de luz como um sol para todos.

[…]

Seja como for tudo permanece azul, espero que esteja bem por aí também.

Imagem: o felino puro em sentimento, Shiro.


Com destino a paz em coro 🍃

até logo!