Tratante

Puseram ali uma tela em branco; magicamente gotinhas prateadas a fizeram refletir. Bem ali, sem pedir, ela oferece a arte do instante. Basta aparecer à frente e pronto, toda a técnica é consumada.

Pobre artista, pouco moveu os pincéis e logo obteve a tela finda, manifesta em tons ansiados pela vista. E se viu. Embora não esquecesse as musas que governa.

A pura intenção da alma, as agruras da existência, a fluidez das glórias, a persistência da fraqueza (em segundo plano) e a virtude particular da esperança.

Dissimulada, a tela prata intimida. — Mais um passo e arrebento! Confiante, a arte em forma de gente logo responde. — Pouco importa, ainda não varri onde quer cair. Dispensada, a tela pragueja. — Não faça planos para os próximos sete anos. crashh.

Em cacos ficou a tela, sem abalar a audiência, que repete o mantra assolador de cínicos reluzentes.

Matizo a mais valiosa forma no decorrer da vida, minhas musas não chegam ao seu alcance, hasta luego!

Imagem.


Confie na arte, não na tela.

Até logo!

10 comentários

  1. Boa reflexão, Fernando!
    Acredito na infinidade dos sentidos da arte, pois ela nasce em quem se propõe a fazê-la. Tal como nos apresentamos frente ao espelho, a arte vem de dentro.
    Obrigada pelo comentário✨

    Curtido por 1 pessoa

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